Por Sergio Bruno Tórtoa
A pandemia está trazendo muitas perdas humanas, uma tristeza enorme que ficará na história do homem. No mundo dos automóveis e no Brasil estamos vivendo algo bem parecido. A Mercedes anunciou o fim da produção do Classe C e do CLA no país, justificando uma adequação na produção de veículos em todo o mundo.

Montadoras de automóveis fechando as portas e outras se fundindo com outras mais para sobreviver. O sistema de aquisição de carro também está mudando e além disso, muitos modelos estão morrendo. Aqui nos despedimos de alguns
O Toyota Etios, foi assumidamente um fracasso no Brasil. Ele foi lançado para ser o popular da consagrada marca japonesa, mas seu estilo não agradou os brasileiros.
Apesar de dominar o mercado dos SUVs por muitos anos, a Ford decidiu encerrar a sua produção no país e nem pensa em oferece-lo como importado. Adeus mesmo!
Feito na base do antigo Agile, o Montana se tornou um carro velho e caro para ser mantido. A Chevrolet estuda um novo produto para oferecer ao mercado nesta linha de picapes leves
Pela terceira vez a Dodge se despede do Brasil. Oferecendo apenas um produto, o Journey era pesado, problemático e não pagava as contas para manter a marca no Brasil. Bye bye.
Na sua terceira geração, finalmente a Ford tinha encontrado a fórmula certa de um veículo popular. Agora com quatro portas e nas opções hatch e sedã, o Ford Ka chegou a ficar em terceiro lugar e até segundo em alguns lugares em vendas. Mas a Ford não quer ser mais popular. O Ford T e o Ford Ka viraram história.
Apesar de feio, o Fiat Dobló era a opção mais barata no mercado para quem quisesse levar mais de cinco pessoas ou trabalhar com mercadorias leves e volumosas. Mas seu tempo passou. Na europa já falam em uma terceira geração. Aqui estamos na primeira há mais de 20 anos. Vai passar a Kombi!
O Fiat Senna parou e voltou novamente para atender o mercado dos aplicativos e carros de aluguéis que estavam bombando. Mas ele tá velhinho e na hora de aposentar.
O Fiat Uno contou história, Ele começou nos anos 80 no Brasil, levantou a Fiat, fez sucesso como o popular de 7 mil dollares nos anos 90, foi vendido com ágio. Trouxe várias inovações e quando chegou a sua segunda geração ele retrocedeu. Não era mais moderno e nem inovador, era apenas um compacto. Até hoje ele está aí, mas sem o mesmo glamour
A Palio Weekend foi a primeira perua a apresentar a apresentar uma versão aventureira (Adventure) para concorrer com o recem chegado Ecosport na época. Ela abriu caminho para estes modelos com cara de off-road. Mas isso foi nos anos 90. Agora ele ficou velho e muito caro. Já já a versão SUV do Argo vai pegar o seu lugar.
Quietinho, quietinho, o Fit está sumindo. Os japoneses não contam a verdade. Ou talvez venha a nova versão do Fit que já está disponível lá fora, mas eles temem que não agrade o brasileiro. Ou eles irão apresentar um outro caminho, renovando primeiro o City e depois um compacto. Por enquanto a Honda está investindo tudo no WR-V
O Nissan March já contou a sua história. Agora a Nissan vai investir em um SUV compacto, o Magnite. Um imrão gêmeo do SUV do Kwid. Tem tudo para ser um sucesso. Se o preço for bom, lógico

O VW Fox veio para substituir o VW compacto Polo no passado. Na europa ele foi substituído pelo Up!. Por aqui os dois caminharam juntos. Mas o Fox também precisa se aposentar e dar lugar aos novos modelos e novas tecnologias.
O VW Up! chegou para ser um novo conceito de compactos urbanos. Por aqui ele não agradou no preço extremamente alto para o brasileiro que precisa de um carro com espaço e para uso familiar. Na europa o Up! só vai vir na opção 100% elétrico, assim como o Fiat 500. Vamos aguardar o que irá acontecer aqui.
Enqunato isso, lamentamos as perdas por causa desta pandemia
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