quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A alegria que dura pouco.







Naquela manhã ensolarada indo para o trabalho você para no farol na primeira fila. No rádio começa a tocar aquela baladinha leve do George Michael e logo você volta no tempo lembrando das festinhas da sua adolescência. Uma alegria toma o seu corpo, você aumenta o volume e começa a cantar em voz alta.




 O farol abre e diante de você a rua está vazia. Você acelera - Que dia lindo! No meio do quarteirão você olha para o velocímetro e constata que está a 62 km/h! Imediatamente você pisa no freio e olha no retrovisor para ver se passou por algum radar. Aquela euforia é substituída por uma sensação de culpa e frustração. 


Você ultrapassou o limite de velocidade, colocou você e várias pessoas em risco, vai perder pontos na sua carteira de habilitação por ficar alegre e pode ainda perder o direito de dirigir. E mais, vai pagar muito caro por se exceder naquela manhã. A multa é altíssima. O mundo ficou muito chato. Saudades do fusca em que o ponteiro do velocímetro mais chacoalhava do que marcava um número. Bons tempos que se podia ouvir música e sorrir de janela aberta.




texto - sergio bruno tortora
imagens do Google

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