Naquela
manhã ensolarada indo para o trabalho você para no farol na primeira fila. No
rádio começa a tocar aquela baladinha leve do George Michael e logo você volta no
tempo lembrando das festinhas da sua adolescência. Uma alegria toma o seu
corpo, você aumenta o volume e começa a cantar em voz alta.
O farol abre e
diante de você a rua está vazia. Você acelera - Que dia lindo! No meio do
quarteirão você olha para o velocímetro e constata que está a 62 km/h!
Imediatamente você pisa no freio e olha no retrovisor para ver se passou por
algum radar. Aquela euforia é substituída por uma sensação de culpa e
frustração.
Você ultrapassou o limite de velocidade, colocou você e várias
pessoas em risco, vai perder pontos na sua carteira de habilitação por ficar
alegre e pode ainda perder o direito de dirigir. E mais, vai pagar muito caro
por se exceder naquela manhã. A multa é altíssima. O mundo ficou muito chato. Saudades do fusca em que
o ponteiro do velocímetro mais chacoalhava do que marcava um número. Bons tempos que se podia ouvir música e sorrir de janela aberta.
texto - sergio bruno tortora
imagens do Google




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